Bela Vista do Paraíso decreta ‘lockdown’, fecha mercados e proíbe circulação de pessoas

 

Editorial com G1 PR

A prefeitura de Bela Vista do Paraíso, na região norte do Paraná, decretou “lockdown” e proibiu a circulação de pessoas e veículos nas ruas por causa do avanço da pandemia do novo coronavírus. A medida entrou em vigor nesta segunda-feira, dia 15 e vale até 22 de março.

Com população estimada em 15,3 mil habitantes, Bela Vista do Paraíso tem 1.127 casos confirmados e 28 mortes provocadas pela Covid-19, segundo a Secretaria de Estado da Saúde. A cidade fica a 44 km de Londrina.

O decreto estabeleceu seis atividades essenciais e fechou mercados, permitindo que os estabelecimentos funcionem somente no esquema de delivery. Podem funcionar na cidade:

  • Farmácias;
  • Posto de combustíveis;
  • Serviços de segurança;
  • Atividades industriais para produção de alimentos ou produtos médico-hospitalares;
  • Unidades recebedoras de grãos.

Em relação à circulação de veículos e pessoas, a prefeitura estipulou algumas exceções. Confira a seguir:

  • Compra de medicamentos;
  • Atendimento médico ou veterinário;
  • Embarque ou desembarque no terminal rodoviário;
  • Atendimento de urgências;
  • Atividade de plantio, colheita ou produção de alimentos;
  • Prestação de serviços permitidos pelo decreto.

Serviços de comércio e de transporte coletivo municipal estão proibidos.

O decreto também suspendeu aulas, funcionamento de igrejas e academias. A exceção são serviços de saúde, funerários, coleta de lixo, saneamento, assistência social, energia elétrica e telecomunicações. Ainda, a publicação proibiu a venda de bebidas alcoólicas, inclusive por meio de delivery.


A prefeitura determinou que, além dos mercados, açougues, padarias, restaurantes, distribuidores de gás e outros estabelecimentos que vendem produtos alimentícios funcionem por meio de delivery.

Empresas agrícolas, veterinárias e oficinas podem funcionar apenas para atendimentos de urgência, com portas fechadas e sem atendimento no balcão.

Além disso, bancos e cooperativas de crédito podem ter expediente interno, sem atendimento presencial de clientes.

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