Número de agrotóxicos registrados em 2020 é o mais alto da série histórica no Brasil.

Foto: Divulgação / Vinicius Corsini com G1 e Ministério de Agricultura

O Brasil aprovou o registro de 493 agrotóxicos em 2020, sendo a maioria produtos genéricos, isto é, que se baseiam em outros existentes. É o maior número documentado pelo Ministério da Agricultura, que compila esses dados desde 2000.

O volume é 4% superior ao de 2019, quando foram liberados 474 pesticidas — um recorde até então. Os registros vêm crescendo ano a ano no país desde 2016.

Segundo divulgou o ministério nesta quinta-feira (14), foram liberados:

15 pesticidas inéditos (3% do total), sendo 5 princípios ativos novos e 10 produtos finais (que foram para as lojas) baseados nesses ingredientes;
478 genéricos (97%), que são “cópias” de princípios ativos inéditos — que podem ser feitas quando caem as patentes — ou produtos finais baseados em ingredientes já existentes no mercado.

Produtos inéditos

Os 5 princípios ativos novos aprovados (que o ministério chama de produtos técnicos) foram:

Dinotefuram: inseticida usado para o controle de pragas de diversas culturas, como o percevejo na soja. O produto é considerado “extremamente tóxico” para uso industrial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Piroxasulfone: herbicida usado para o controle químico de gramíneas em soja;
Tolfenpirade: inseticida e fungicida utilizado no controle de pragas que sugam a seiva da planta;
Tiencarbazona: herbicida usado em culturas como milho, trigo, grama e plantas ornamentais;
Fenpirazamina: é um fungicida que pode ser utilizado em culturas de feijão e soja.

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